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Como startups brasileiras podem destravar a mobilidade urbana no país

By 15 de abril de 2019 No Comments

Nos últimos tempos, a discussão sobre mobilidade tem se tornado tema central das administrações públicas das cidades no mundo inteiro. Foi agenda dos últimos governos nas principais cidades da América Latina e a ainda é uma questão não resolvida integralmente. Países como Argentina, Chile e Brasil têm investido e colocado seus esforços neste item fundamental para uma vida mais saudável na cidade.

Quando falamos de mobilidade, um dos principais problemas é o sistema de transporte público como ônibus, metrô e trem. Esses três meios se conectam ao longo da cidade para facilitar a opção coletiva de transporte. Deve existir inteligência na conectividade para que o sistema seja efetivo e toda a população da cidade tenha acesso. Corredores exclusivos para ônibus – onde também podem circular os táxis oficiais -, ciclofaixa para ciclistas, regras de velocidade, semáforos sincronizados… tudo isso é parte do algoritmo para que o sistema de transporte coletivo seja mais rápido que a opção de carro individual.

O governo não pode e nem deve ser o único responsável para resolver uma questão que envolve toda a população. As startups estão aí para isso – nos ajudar a criar melhorias e resolver problemas que, usualmente, levariam muito tempo para serem resolvidos. Dentro do tema “mobilidade”, as startups estão mudando a forma como nos movemos na cidade. (Dando um passo atrás para quem ainda não está habituado com o termo, as startups são empresas privadas que ainda estão testando o mercado, aperfeiçoando seus produtos e atendem uma demanda específica com foco absoluto em resolver os problemas à que se propõem).

Gustavo Gracitelli, CEO do Bynd, compartilhou com o UOL Tecnologia uma estatística que mostra que, em São Paulo, 64% dos motoristas vão ao trabalho com os automóveis praticamente vazios e apenas um assento ocupado – o próprio. Obviamente isso é parte do problema dos longos congestionamentos, por isso, a startup Bynd criou uma solução que funciona por meio de um aplicativo e tem um algoritmo proprietário e único no mercado que considera possibilidades de carona por proximidade de origem/destino e por rota, além do perfil de interesses dos usuários.

Essa solução também conta com inteligência artificial que aprende conforme as preferências de cada usuário, entregando mais e melhores possibilidades de carona quando comparado com soluções e algoritmos tradicionais. Trata-se da primeira startup que está revolucionando o mercado de caronas no Brasil.

Logo após o primeiro ano de operação, o Bynd já era a maior rede de caronas corporativas do Brasil, com mais de 25 mil usuários. Além disso, o Bynd foi escolhido dentro da COP 21 (Conferência de Clima e Sustentabilidade da ONU em janeiro de 2016) como a segunda melhor solução global para redução de emissões de carbono em grandes cidades, e, em setembro de 2017, foi selecionado pela ONU (WFUNA) e pela Governo de Seul para auxiliar na resolução dos problemas de mobilidade da capital da Coréia do Sul.

Em novembro de 2017, o Bynd recebeu o prêmio de melhor startup do ano no prêmio PARAR 2017, destacado-se pela criatividade e inovação de sua proposta. Grande orgulho de uma startup brasileira gerando impacto positivo na mobilidade no nível global.

Fonte: uol

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